sábado, 25 de fevereiro de 2012

Meu Tempo



Onde está, Meu Tempo?
Eu quero lhe provar novamente
Por que não se revela no momento?
Só possuo o vil antecedente.

Não consigo achá-lo,
Meu doce Tempo,
Porque não sei domá-lo,
Nem em meus leves pensamentos.

Havia quem cantava o amor,
O dia era ameno, as noites gentis.
Havia alguém para sonhador,
O natural era pleno, as energias sutis.

Eu lembro do teu frescor,
No peito, um coração batia.
Necessário é viver um amor,
Como uma grande orquestrada sinfonia.

Suas chuvas eram inspiração,
Seus dizeres eram o alento,
Âmago que alimentava a aflição,
Agonia que vive o Druida do Vento.


Em que instante está?
Idéia fajuta de tentar.
Eu quero compreender já,
Porém só posso contigo sonhar.

Na senda da paciência,
Em solidão andará.
No silêncio sem anuência ,
Um dia, para si, posse tomará.

Não desejava abrir o selo,
Não posso de sua seiva beber,
Tempo não posso tê-lo!
Bendito maestro a reger.

Temo a sua verdade,
Como o destino que espera,
Clemência a minha vaidade,
Anseio a essência que vigora.

Deve ser mesmo eleito,
Queres me corrigir o engano,
Este são seus dizeres  efeito,
Druida do Vento não seja tirano.

Não posso encontrar
Ele, o que estou a enaltecer
Porque não posso alcançar
Aquilo que não me deve pertencer.


/|\ Awen

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