Era um velho, chorando sem expectativa. Olhando para uma
parede branca, com sua barba também alva, parecia assistir a algo tenebroso.
Dizia alto e claro: “Duas nações entrarão em guerra, desastres e muitos homens
em confusão”. Só havia uma parede intacta e sem nenhuma imagem. Entretanto,
parecia tão nítida a cena para um velho, sentado a frente daquela parede e cego
por não me ver.
Jovens estavam acessando um computador. Eles abrem um
programa de destruição mundial. Como em um jogo, vão criando estratégias para
destruir seu inimigo: a Terra. Eles se colocam a frente da máquina, parecem
extraterrestres gananciosos. Mas são jovens. Um deles desliga a máquina e
questiona sua própria consciência. “Isto está errado, não podemos fazer!”. Os
outros dois jovens entendem, porém não podem cessar fogo. Parecem presos a uma
ditadura. Como bons amigos, os três choram a desgraça de seus destinos e
recomeçam o jogo, honrando os propósitos da máquina.
De um lado havia uma mulher, muito inteligente, que defendia
uma minoria. Era um povo primitivo, que vivia do que a terra lhes dava. Do
outro lado havia um homem, inteligente também, defendendo sua plantação seca.
Mulher e homem se colocam na fronteira. Ela defende os primitivos, enquanto ele
defende a civilização. São dois cientistas. Percebo que a mulher é uma
antropóloga e o homem um cientista do solo. Os dois possuem bons argumentos,
contudo a discussão não chega a lugar nenhum.
Uma bola de fogo cai sobre um grande continente gelado. Em
poucos dias, tudo se torna água, os mares tem seu nível agora errado. Os
litorais estão fadados a inundação e arraso. Depois
disso, o dinheiro e poder já não têm mais valor. A ruína tem um por que. Duas
nações entraram em guerra, jovens desmotivados não ouviram sua consciência e a
civilização não suportou o primitivo. Um começo no fim desesperado.
Não sou profeta, apenas sonhador.
/|\ Awen

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